A Copel (CPLE6) informou na segunda-feira (1º) que sofreu uma instabilidade nos seus servidores devido a um ataque cibernético. A empresa tirou alguns serviços do ar para proteger informações, seguindo protocolos de segurança digital.

A empresa divulgou que ainda está avaliando os motivos do ataque e está tomando medidas necessárias para voltar à normalidade, mas declarou que o episódio não afetou os serviços de fornecimento de energia elétrica e de telecomunicações.

Insegurança digital

Esta não é a primeira empresa que sofre um ataque do tipo. Em janeiro deste ano, a Ultrapar (UGPA3) teve de interromper alguns de seus serviços, afetando principalmente atividades de suas subsidiárias.

O mesmo aconteceu com a Embraer (EMBR3), no final do ano passado, logo após a Boeing desistir da compra de sua divisão de aviação comercial. Do mesmo modo, a companhia foi obrigada a paralisar alguns de seus sistemas, o que impactou diretamente as operações da empresa.

Segundo dados levantados pela Marsh, empresa especializada em consultoria de riscos e corretagem de seguros digitais, o total de ataques de sequestro de informações cresceu 148% no ano passado.

Em um dos relatórios, a Marsh destaca os custos envolvidos em ataques cibernéticos, como reparo de sistemas de segurança, revalidação de tokens de acesso, medidas legais e, é claro, a busca por quem (e como) o ataque foi feito.