O ataque hacker, realizado no final de outubro do ano passado, causou um forte impacto financeiro à Atento, um dos cinco maiores provedores em nível mundial de serviços de gestão de relacionamentos com clientes e terceirização de processos de negócios (CRM/BPO), e líder na América Latina. O impacto foi contabilizado em US$ 46,1 milhões, ou R$ 230 milhões, lembrando que o ataque foi direcionado para a operação brasileira. Os dados estão na coluna Broadcast, do jornal O Estado de São Paulo.

A Atento contabilizou os gastos para reverter a ação criminosa e da perda de receita por conta do desligamento dos sistemas a partir do incidente cibernético. O impacto foi tão forte que a operação brasileira teria uma alta de 6% na sua receita, mas acabou sem crescimento em relação ao ano passado.

À época, vários clientes tiveram que acionar planos B- ou assumirem a gestão dos seus call centers- por conta do ataque hacker. A companhia, no entanto, não revelou qual foi o tipo de incidente cibernético sofrido- e não assumiu, até hoje, se foi ransomware ou malware.

Também à época, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça, notificou a Atento para receber informações do ataque cibernético e para saber quantas e quais empresas tiveram o funcionamento das centrais de atendimentos afetado.

Apenas a Azul Linhas Aéreas comunicou oficialmente a Senacon sobre o prejuízo ao atendimento do seu call center, mas outras companhias informaram em seus sites e em mensagem enviada diretamente sobre problemas com as centrais de atendimento devido ao ataque. No Brasil, a Atento não é obrigada a listar o ataque porque não está na B3. Os dados roubados foram publicados na dark web.